Por Ana Teresa Carvalho Vicentini
Head de Alianças
WAVE Corp S.A

& Ivana Beber
Diretora Técnica
RICERCA Inovação

Afinal, o que é inovação? A convenção mais aceita vem do Manual de Frascati*, que descreve Inovação como: “Concepção de novo (para a empresa) produto, serviço ou processo, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto, serviço ou processo que implique em melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado.”

Hoje encontram-se ativos diversos programas de fomento governamental, os quais possibilitam o enquadramento de uma ampla variedade de empresas e projetos.

Instituições como FINEP, FAPESP, EMBRAPII, ABDI, SENAI e agências de fomento como DesenvolveSP, entre muitas outras, tem estruturado e implementado linhas, programas, editais voltados para pesquisa, desenvolvimento e geração de inovação no Brasil.

A FINEP aprovou, no início deste ano, novas condições das operações de financiamento reembolsável para se adequar ao recuo das taxas de juros, voltada para empresas de médio e grande portes. São mais de R$3,5 Bilhões para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, novos processos e novos serviços, disponíveis para empresas brasileiras ou com operações estabelecidas no território nacional e de todos os segmentos de mercado. As novas condições indicam taxas de juros a partir de TJLP – 0,5% aa, com até 48 meses de carência e até 144 meses de prazo total de pagamento. (http://www.finep.gov.br – 09 de abril de 2018).

Adicionalmente, em uma parceria inédita, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) repassará à Finep US$ 1,5 bilhão a serem aplicados em projetos de desenvolvimento e inovação em empresas brasileiras, como forma de desenvolver a competividade industrial do país. Esse é o maior projeto da instituição financeira em toda sua história (http://www.finep.gov.br – 12 de julho de 2018).

E por que boa parte dos recursos disponibilizados acaba não sendo aproveitado pelas empresas? Grande parte dos desafios encontrados pelas empresas de qualquer porte na captação de recursos governamentais está ligada provavelmente a um dos cinco pontos abaixo:

  1. Pensamento “Nem vou tentar solicitar recurso, pois não faço inovação, apenas tenho projetos internos de novos produtos ou melhoria de processos, são rotinas da empresa.
  2. Tempo elevado para obter os recursos. Além do processo ser realmente um pouco longo, os erros na identificação de qual recurso solicitar, com que instituição conversar e os requisitos para ingresso do projeto podem prejudicar tanto a avaliação na hora da captação como aumentar o tempo para disponibilizar todos os requisitos. Processos que, em média, demoram seis meses para a captação, acabam se estendendo por mais meses por falta de planejamento, entendimento dos requisitos e documentação necessária.
  3. Processo muito burocrático e difícil. Afinal obter crédito é complicado…
  4. Dificuldade em escrever o projeto de pesquisa para suportar a inovação. A qualidade dos projetos escritos, dada, principalmente, a grande fragilidade dos métodos utilizados e a falta de rigor científico, reduz consideravelmente a probabilidade de sucesso.
  5. Risco do projeto para se comprometer com um financiamento caso não dê certo. Os programas utilizam diferentes instrumentos de apoio tais como recursos não reembolsáveis (subvenção econômica), financiamento reembolsável a taxas subsidiadas e prazos de carência e prazo de amortização muito atrativas, contrato de opção de compra futura de participação acionária ou ainda programas híbridos, o que possibilita adequar a situação atual da empresa e conteúdo do projeto.
  6. Falta de garantias ou porte para solicitar os recursos. Existem regras diferentes para cada programa.Há possibilidade de recursos para diferentes estágios de maturidade da empresa e complexidade tecnológica do projeto. Em alguns dos programas não há necessidade de apresentação de garantias. Em outros casos, há possibilidade de utilização de fundos garantidores, ou ainda de utilização de seguro fiança, que geralmente tem custos mais baixos.

A WAVE Corp S.A (We Add Value to Enterprise),  uma das mais modernas estrutura de desenvolvimento de negócio no país, a RICERCA Inovação, combinado suas expertises, fortalecem seu relacionamento e se unem para “destravar” este caminho e apoiar as empresas para identificar ideias e processos de inovação que podem ser aderentes a estes programas, auxiliando desde a preparação para solicitação dos recursos, acompanhando até a aprovação e a liberação do mesmo e, em alguns casos, chegando até a prestação de contas. Segundo Ivana Beber, sócia da Ricerca, “Um item importante para a empresa identificar onde está fazendo inovação, é que uma inovação implica em risco e incerteza”. Outro item a considerar é a frase do cientista Geoff Nicholson, ex-vice presidente da 3M e criador do Post-it: “Pesquisa é transformar dinheiro em conhecimento; inovação é transformar conhecimento em dinheiro“, “Inovação também necessariamente implica em algo novo para o mercado, novo produto, novo serviço, ou uma melhoria de processo, e que tenha como resultado, diminuição de custo, ou incremento de receita, enfim melhoria de resultado financeiro.

Fernando Buchene, CEO da Wave Corp S.A , diz: “O tempo em que era possível escrever projetos de maneira amadora, sem diagnóstico detalhado, sem proposição de métodos pertinentes e comprovadamente eficazes, sem a profissionalização do tratamento científico, se foi. A profissionalização com foco em resultado e impacto é o que facilitará a captação de recursos para o projeto.”

Com mais de R$430 milhões captados e taxas de efetivação acima de 95%, as equipes combinadas estão prontas para analisar sua ideia, identificar o programa mais aderente e apoiar todo o processo documental e científico através de metodologia proprietária e de sucesso comprovado e reconhecido por instituições governamentais.

Mais informações: www.wavecorp.com.br, onde está disponível questionário para aplicação.

* O Manual Frascati da OCDE contém metodologia internacionalmente reconhecida para coletar e usar estatísticas de P & D. OCDE é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.